Por Lucas Moreira Gonçalves, Sócio do Martinelli Advogados, especialista em M&A e Mercado de Capitais
O Brasil atravessa uma inflexão estratégica. A escalada tarifária americana e as revisões protecionistas adotadas pelos EUA redesenharam a cartografia econômica global e expuseram uma verdade incômoda: depender de um único eixo comercial é risco inadmissível para qualquer operação de médio e longo prazo.
A resposta do mercado a esse movimento exige uma arquitetura financeira sofisticada, em que dois países parceiros se complementam com precisão. De um lado, a Suíça aporta expertise histórica em gestão de patrimônio e uma tradição de governança que influencia padrões globais. Já a China traz escala, capacidade industrial e uma filosofia de investimento que pensa em décadas, não em trimestres — exatamente o horizonte que ativos minerais e energéticos exigem para maturar.
O sinal político de Washington reforçou essa percepção. O tratamento dado ao Brasil está distante de um parceiro prioritário, fez com que diversificação de mercados deixasse de ser preferência estratégica para se tornar um imperativo operacional. E esse espaço foi ocupado com naturalidade pelo capital chinês, já concentrado em energia, mineração e infraestrutura logística.
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Fonte: Cenário Energia | Publicado em 28/8/2026 | Clique aqui e veja a publicação original.