[…]
A perspectiva de maiores dificuldades no mercado mundial em 2026 interrompe o ciclo de otimismo com o desempenho das exportações brasileiras nos últimos anos. Em 2025, o Brasil se tornou o maior produtor mundial de carne bovina superando os Estados Unidos, atingindo a produção de aproximadamente 12,6 milhões de toneladas/ano, ante 11,8 milhões de toneladas dos pecuaristas norte-americanos. “Trata-se de um resultado que consolidou a trajetória de crescimento consistente do Brasil nos últimos dez anos”, aponta Rodrigo Alves Cappellin, sócio do escritório Martinelli Advogados, que presta serviços de consultoria jurídica ao setor. Dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (Usda) indicam que a produção brasileira saltou de 9,4 milhões de toneladas em 2016 para os atuais 12,6 milhões, um crescimento de 32% em dez anos. “São números que contêm não apenas volumes, mas também traços expressivos de eficiência produtiva”, analisa Cappellin.
[…]
Outro complicador para o bom desempenho da pecuária nacional, segundo os empresários, chega com a decisão da União Europeia (UE) de suspensão de importação de carne brasileira a partir de setembro de 2026. Segundo o bloco, o Brasil não forneceu informações suficientes que garantam que o país aplicou as medidas necessárias para assegurar o cumprimento das regras europeias para o uso de antimicrobianos na pecuária. “Com essas medidas, o que a UE quer é uma camada a mais de proteção de que os animais criados no Brasil possuem um uso controlado e adequado desses medicamentos e tenta introduzir regras regulatórias e sanitárias parecidas com as estabelecidas em seu mercado interno”, diz Cappellin, do Martinelli Advogados.
[…]
Fonte: Valor | Publicado em 27/7/2026 | Clique aqui e veja a publicação original.